A playlist do Spotify

🔀 Por que a aleatoriedade não é tão aleatória assim?

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📰 THE WEEKLY MATH #62

A playlist do Spotify: Por que a aleatoriedade não é tão aleatória assim?

🎲 A ideia de sorte ou acaso é fascinante, mas quando se trata de computadores, o que chamamos de “aleatório” é na verdade fruto de cálculos bem definidos.

Os sistemas digitais não conseguem criar números verdadeiramente aleatórios. Em vez disso, eles usam algoritmos para gerar o que chamamos de números pseudoaleatórios.

Um dos métodos mais simples e utilizados é o Gerador Congruencial Linear. A fórmula é:

  Xₙ₊₁ = (a · Xₙ + c) mod m

Essa equação transforma uma semente inicial (X₀) em uma sequência de números que parecem ser escolhidos ao acaso, mas que seguem uma regra fixa.

Parâmetros como “a” (multiplicador), “c” (incremento) e “m” (módulo) determinam o comportamento da sequência. Cada novo valor depende do anterior, criando a ilusão de imprevisibilidade.

Esses cálculos não são apenas teorias em um livro. Eles estão presentes em diversas aplicações do nosso dia a dia, desde sorteios de loterias até os algoritmos por trás do modo “ordem aleatória” no Spotify.

O 'CASE' DO SPOTIFY

🔀 No caso do Spotify, muitos assinantes reclamaram que a função “ordem aleatória” não era tão imprevisível quanto esperado.

Usuários notaram que músicas do mesmo artista ou com estilo semelhante apareciam em sequência. Em resposta, o time do Spotify ajustou o algoritmo - e está o aprimorando até hoje.

Eles implementaram heurísticas que, em tese, evitam repetições imediatas, garantindo uma experiência que se aproxima mais da verdadeira aleatoriedade.

Essa mudança fez toda a diferença para quem busca surpresa a cada faixa.

Para entender melhor como funciona um gerador pseudoaleatório, veja este exemplo em Python:

def gerador_pseudoaleatorio(x0, a, c, m, n):
    # x0: semente inicial
    # a: fator multiplicador
    # c: incremento constante
    # m: módulo para limitar o valor
    # n: número de valores a serem gerados
    numeros = []  # Lista para armazenar os números gerados
    x = x0
    for i in range(n):
        x = (a * x + c) % m  # Calcula o próx. nº da sequência
        numeros.append(x)    # Adiciona o número à lista
    return numeros

# Exemplo: gera 10 números pseudoaleatórios
print(gerador_pseudoaleatorio(1, 1103515245, 12345, 2**31, 10))

Neste código, o algoritmo começa com uma semente (x0) e, a cada iteração, calcula um novo número usando a fórmula do Gerador Congruencial Linear.

Os parâmetros “a”, “c” e “m” determinam a “mistura” dos números.

Ao final, a função retorna uma lista de 10 números que, embora pareçam escolhidos ao acaso, são totalmente determinados pelos valores iniciais.

E A NETFLIX?

Outro exemplo interessante é o da Netflix.

Além de personalizar recomendações com base no histórico de visualização, a Netflix utiliza toques de aleatoriedade para introduzir conteúdos inesperados.

Esse “elemento surpresa” ajuda a ampliar os horizontes dos usuários, incentivando a descoberta de novos gêneros e títulos que, de outra forma, poderiam passar despercebidos.

A manipulação da nossa jornada como cliente vai muito além de um mero acaso.

Plataformas como Spotify e Netflix usam a matemática para estruturar nossas experiências, influenciando nossas escolhas e até nossos hábitos.

Cada recomendação e cada ordem de exibição são o resultado de cálculos precisos que misturam o previsível com o inesperado.

Essa realidade nos convida a refletir: entender os algoritmos por trás das interfaces que usamos diariamente é essencial para reconhecer como o conhecimento matemático dita as regras desse mundo digital.

Ao compreender esses mecanismos, ganhamos poder para fazer escolhas mais informadas e apreciamos a criatividade que surge dessa combinação de ordem e surpresa.

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