A ciência e os conflitos mundiais

💣 A maior ferramenta de destruição da história

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📰 THE WEEKLY MATH #61

Do gás mostarda às bombas nucleares:

A ciência por trás da destruição

💣 O cheiro estranho no ar. Os olhos começam a arder. A garganta fecha. Em segundos, o caos se instala.

Soldados tentam desesperadamente colocar suas máscaras de gás, mas para muitos já é tarde demais.

Décadas depois, o horror vem de cima. Uma luz intensa, uma onda de calor avassaladora.

O chão treme, prédios se desintegram, e uma cidade inteira é engolida pelo fogo.

A ciência moldou as guerras tanto quanto as estratégias militares.

Mas como esses fenômenos funcionam? O que há por trás das reações químicas letais e da força nuclear capaz de apagar uma cidade?

A Química nas Trincheiras

A Primeira Guerra Mundial foi a primeira em que a ciência química foi usada como arma em grande escala. O cloro (Cl₂) e o fosgênio (COCl₂) foram os primeiros gases letais.

Quando inalados, reagiam com a água dos pulmões e formavam ácido clorídrico (HCl), corroendo os tecidos respiratórios e causando asfixia.

Mas o terror silencioso veio com o gás mostarda (C₄H₈Cl₂S). Diferente dos anteriores, ele não matava rapidamente.

Quando inalado ou em contato com a pele, alterava a estrutura do DNA das células, impedindo sua divisão e levando à necrose dos tecidos.

O resultado eram feridas abertas, cegueira e, muitas vezes, morte lenta e dolorosa.

Mas como funciona?

Por não ter um cheiro tão forte quanto o cloro e demorar horas para manifestar os sintomas, o gás mostarda pegava as vítimas de surpresa.

Soldados retiravam suas máscaras achando que estavam seguros – e só percebiam o erro quando as queimaduras começavam a surgir.

A única defesa contra esses gases era a máscara de proteção, que usava carvão ativado para filtrar o ar. Mas qualquer falha na vedação significava o colapso do sistema respiratório.

O impacto foi tão brutal que, após a guerra, tratados internacionais tentaram bani-lo. Mas o avanço científico já havia atravessado a linha do impossível.

A Física e a bomba nuclear

O caminho até a bomba atômica começou muito antes da Segunda Guerra.

Galileu transformou a física em ciência exata, Newton formulou as leis do movimento e Maxwell revelou a relação entre eletricidade, magnetismo e luz.

Mas a grande virada veio com Einstein e E = mc² - matéria podia ser convertida em energia, algo impensável até então.

Em 1938, Lise Meitner e Otto Hahn descobriram a fissão nuclear.

Um núcleo de Urânio-235, ao ser bombardeado por um nêutron, se partia e liberava mais nêutrons, iniciando uma reação em cadeia.

A equação de Einstein era real, e se alguém conseguisse controlar essa reação em cadeia, poderia criar uma explosão milhares de vezes mais poderosa do que qualquer bomba convencional.

O problema? Hitler estava no poder.

Szilárd ficou tão preocupado que convenceu Einstein a assinar uma carta ao presidente Roosevelt, alertando sobre o perigo.

Isso deu origem ao Projeto Manhattan, reunindo físicos como Robert Oppenheimer, Fermi, Richard Feynman e Niels Bohr.

O primeiro teste

Em 16 de julho de 1945, o primeiro teste nuclear iluminou o deserto do Novo México.

Oppenheimer, ao ver a explosão, murmurou: "Agora eu me tornei a Morte, o destruidor de mundos."

Nem todos concordavam com a criação da bomba.

O arrependimento

Einstein, arrependido, declarou: "Se eu soubesse que os alemães não conseguiriam a bomba, nunca teria assinado aquela carta."

Heisenberg alegou ter sabotado a pesquisa nazista.

Feynman, inicialmente empolgado, passou a vida carregando esse peso.

A bomba usava menos de um grama de matéria, mas gerava temperaturas de 4.000°C e ondas de choque que dizimavam cidades.

Hiroshima e Nagasaki foram destruídas em segundos.

Em Hiroshima, cerca de 0,7 gramas de matéria foram convertidos em energia.

Parece pouco, mas foi o suficiente para gerar uma explosão equivalente a 15 mil toneladas de TNT.

O impacto foi devastador.

Em milésimos de segundo, temperaturas superiores a 4.000°C vaporizavam tudo ao redor.

A radiação deixava rastros invisíveis de destruição, condenando sobreviventes a anos de doenças fatais.

O mundo nunca mais seria o mesmo.

A bomba atômica encerrou a Segunda Guerra Mundial, mas abriu um novo dilema.

Einstein alertou: "Não sei com quais armas será lutada a Terceira Guerra Mundial, mas a quarta será com paus e pedras."

Será que aprendemos alguma coisa com isso? Ou só estamos esperando a próxima grande invenção que pode acabar com o mundo?

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