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A ciência e os conflitos mundiais
💣 A maior ferramenta de destruição da história

Um buraco negro tem uma força gravitacional tão intensa que pode ser comparada à cama do ADM em uma manhã de dia de semana
— Minerva Math Academy - Brasil 🇧🇷 (@minervama_br)
10:22 AM • Feb 11, 2025
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📰 THE WEEKLY MATH #61
Do gás mostarda às bombas nucleares:
A ciência por trás da destruição

💣 O cheiro estranho no ar. Os olhos começam a arder. A garganta fecha. Em segundos, o caos se instala.
Soldados tentam desesperadamente colocar suas máscaras de gás, mas para muitos já é tarde demais.
Décadas depois, o horror vem de cima. Uma luz intensa, uma onda de calor avassaladora.
O chão treme, prédios se desintegram, e uma cidade inteira é engolida pelo fogo.
A ciência moldou as guerras tanto quanto as estratégias militares.
Mas como esses fenômenos funcionam? O que há por trás das reações químicas letais e da força nuclear capaz de apagar uma cidade?
A Química nas Trincheiras
A Primeira Guerra Mundial foi a primeira em que a ciência química foi usada como arma em grande escala. O cloro (Cl₂) e o fosgênio (COCl₂) foram os primeiros gases letais.
Quando inalados, reagiam com a água dos pulmões e formavam ácido clorídrico (HCl), corroendo os tecidos respiratórios e causando asfixia.
Mas o terror silencioso veio com o gás mostarda (C₄H₈Cl₂S). Diferente dos anteriores, ele não matava rapidamente.
Quando inalado ou em contato com a pele, alterava a estrutura do DNA das células, impedindo sua divisão e levando à necrose dos tecidos.
O resultado eram feridas abertas, cegueira e, muitas vezes, morte lenta e dolorosa.
Mas como funciona?
Por não ter um cheiro tão forte quanto o cloro e demorar horas para manifestar os sintomas, o gás mostarda pegava as vítimas de surpresa.
Soldados retiravam suas máscaras achando que estavam seguros – e só percebiam o erro quando as queimaduras começavam a surgir.
A única defesa contra esses gases era a máscara de proteção, que usava carvão ativado para filtrar o ar. Mas qualquer falha na vedação significava o colapso do sistema respiratório.
O impacto foi tão brutal que, após a guerra, tratados internacionais tentaram bani-lo. Mas o avanço científico já havia atravessado a linha do impossível.
A Física e a bomba nuclear
O caminho até a bomba atômica começou muito antes da Segunda Guerra.
Galileu transformou a física em ciência exata, Newton formulou as leis do movimento e Maxwell revelou a relação entre eletricidade, magnetismo e luz.
Mas a grande virada veio com Einstein e E = mc² - matéria podia ser convertida em energia, algo impensável até então.
Em 1938, Lise Meitner e Otto Hahn descobriram a fissão nuclear.
Um núcleo de Urânio-235, ao ser bombardeado por um nêutron, se partia e liberava mais nêutrons, iniciando uma reação em cadeia.

A equação de Einstein era real, e se alguém conseguisse controlar essa reação em cadeia, poderia criar uma explosão milhares de vezes mais poderosa do que qualquer bomba convencional.
O problema? Hitler estava no poder.
Szilárd ficou tão preocupado que convenceu Einstein a assinar uma carta ao presidente Roosevelt, alertando sobre o perigo.
Isso deu origem ao Projeto Manhattan, reunindo físicos como Robert Oppenheimer, Fermi, Richard Feynman e Niels Bohr.
O primeiro teste
Em 16 de julho de 1945, o primeiro teste nuclear iluminou o deserto do Novo México.
Oppenheimer, ao ver a explosão, murmurou: "Agora eu me tornei a Morte, o destruidor de mundos."
Nem todos concordavam com a criação da bomba.
O arrependimento
Einstein, arrependido, declarou: "Se eu soubesse que os alemães não conseguiriam a bomba, nunca teria assinado aquela carta."
Heisenberg alegou ter sabotado a pesquisa nazista.
Feynman, inicialmente empolgado, passou a vida carregando esse peso.
A bomba usava menos de um grama de matéria, mas gerava temperaturas de 4.000°C e ondas de choque que dizimavam cidades.
Hiroshima e Nagasaki foram destruídas em segundos.
Em Hiroshima, cerca de 0,7 gramas de matéria foram convertidos em energia.
Parece pouco, mas foi o suficiente para gerar uma explosão equivalente a 15 mil toneladas de TNT.
O impacto foi devastador.
Em milésimos de segundo, temperaturas superiores a 4.000°C vaporizavam tudo ao redor.
A radiação deixava rastros invisíveis de destruição, condenando sobreviventes a anos de doenças fatais.
O mundo nunca mais seria o mesmo.
A bomba atômica encerrou a Segunda Guerra Mundial, mas abriu um novo dilema.
Einstein alertou: "Não sei com quais armas será lutada a Terceira Guerra Mundial, mas a quarta será com paus e pedras."
Será que aprendemos alguma coisa com isso? Ou só estamos esperando a próxima grande invenção que pode acabar com o mundo?
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