Em até 10x sem juros

👀 Mas se pagar à vista o valor é menor

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📰 THE WEEKLY MATH #64

Como as lojas manipulam a informação para te convencer de comprar algo “sem juros” ?

💸 Mariana entrou na loja decidida. Depois de meses enrolando, era hora de trocar de celular.

Seu modelo dos sonhos estava ali, brilhando na vitrine, com uma oferta irresistível:

  • 10x de R$ 500 sem juros" ou "R$ 4.500 à vista.

Sem juros? Parecia perfeito.

Afinal, por que gastar R$ 4.500 agora se ela podia pagar R$ 500 por mês e manter o resto do dinheiro na conta?

Seu dedo já ia para o botão do parcelamento quando um pensamento a fez parar.

 Se não há juros, por que o preço à vista é menor?

A resposta estava ali o tempo todo, escondida sob um truque psicológico que afeta milhões de consumidores sem que eles percebam: o framing.

O PODER DO FRAMING

A forma como uma informação é apresentada altera completamente nossas decisões.

No livro Rápido e Devagar, o psicólogo Daniel Kahneman mostrou como pequenos ajustes na comunicação podem mudar completamente o comportamento humano.

Em um de seus estudos mais famosos, dois grupos receberam o mesmo problema sobre uma epidemia mortal que infectou 600 pessoas.

Para o primeiro grupo, disseram que um tratamento salvaria 200 pessoas.

Para o segundo, que 400 pessoas morreriam se a decisão errada fosse tomada.

O resultado?

O primeiro grupo escolheu o tratamento, enquanto o segundo o rejeitou.

A informação era a mesma, mas o modo como foi apresentada mudou a forma como as pessoas reagiram.

O mesmo truque é usado no varejo.

O "sem juros" parece vantajoso porque o cérebro foca na facilidade da parcela pequena e ignora o custo total.

Mas há um detalhe importante: se um produto pode ser vendido por R$ 4.500, por que parcelado ele custa R$ 5.000?

Porque o preço parcelado já embute juros.

O CUSTO DA INFORMAÇÃO

Mariana pegou a calculadora e fez as contas. Se o preço à vista é R$ 4.500 e o parcelado é R$ 5.000, os R$ 500 extras são juros disfarçados.

Mas quão alto era esse juro? Aplicando uma fórmula de juros compostos, ela descobriu que estava aceitando uma taxa de 1,1 % ao mês, o equivalente a quase 14% ao ano.

VF = VP(1+i)ⁿ

Onde:

VF é o valor futuro; VP é o valor presente; i é a taxa de juros e n é a quantidade de parcelas - no nosso caso, usamos 10 parcelas, o máximo possível.

A loja não está oferecendo um desconto para quem paga à vista. Ela apenas aumenta o preço parcelado para lucrar mais.

A sensação de que "parcelar não custa nada" é tão enganosa quanto os cassinos distribuindo fichas em vez de dinheiro vivo.

Quando você não vê o dinheiro saindo diretamente da sua conta, o impacto parece menor — mas o custo real continua lá.

E QUEM GANHA COM ISSO?

O framing do "sem juros" é uma estratégia inteligente. A loja vende mais porque o preço parcelado parece acessível. O banco ou a operadora do cartão lucram porque o cliente mantém o crédito girando.

E quem perde?

O consumidor que acha que parcelar é um grande negócio, mas acaba pagando mais por absolutamente nada.

A escolha de Mariana parecia óbvia minutos antes. Mas agora, sabendo do truque, ela repensou.

Será que realmente valia a pena pagar R$ 500 a mais só para levar o celular imediatamente?

Se esperasse mais um mês e pagasse à vista, teria economizado um bom dinheiro.

E O QUE FAZER ?

Quando uma loja diz "sem juros", desconfie.

A pergunta que você deve sempre se fazer é: quanto custa esse produto à vista?

Se o valor for menor do que o parcelado, já sabe — o "sem juros" é só um truque de framing para esconder um financiamento embutido.

E Mariana?

Ela decidiu esperar.

Afinal, R$ 500 economizados são R$ 500 investidos em algo melhor do que cair no truque da parcelinha fácil.

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