Saia das dívidas

☃️ Entenda a bola de neve dos juros rotativos

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📰 THE WEEKLY MATH #65

Saia da bola de neve: conquiste liberdade das dívidas abusivas no Brasil

💳 Você já se perguntou por que, mesmo pagando o mínimo da fatura do cartão de crédito todo mês, a dívida parece nunca diminuir?

Essa sensação de “correr atrás do próprio rabo” tem tudo a ver com os juros e com a forma como eles são aplicados.

Entender a matemática por trás desse processo é essencial para tomar decisões mais conscientes e evitar que a bola de neve se torne incontrolável.

Vamos imaginar uma situação comum no Brasil: você usa o cartão de crédito para pagar compras do dia a dia, mas, na hora de quitar a fatura, opta por pagar apenas o valor mínimo.

A parcela que sobra é lançada para o mês seguinte com a aplicação dos chamados “juros rotativos”.

Como o próprio nome sugere, eles são renovados (“rotacionam”) constantemente, criando um ciclo que faz o saldo devedor crescer de forma acelerada.

O cálculo dos juros rotativos segue a fórmula básica dos juros compostos, pois a cada novo período o valor devido aumenta. Em termos simplificados, podemos representar assim:

Dívida no próximo mês = (Dívida atual - Pagamento)×(1+i)

Onde i é a taxa de juros do período.

NA PRÁTICA

Suponha que você deva R$ 1.000,00 e pague apenas R$ 100,00 de uma fatura com juros de 10% ao mês (valores hipotéticos, mas não tão distantes da realidade brasileira). O saldo que ficará para o próximo mês será:

(1000 - 100)×(1+0,1) = 990×0,1 = R$990,00

Ou seja, mesmo depois de pagar R$ 100,00, você só reduziu a dívida para R$ 990,00.

O problema é que, no mês seguinte, muito provavelmente surgirão novas despesas, e, se você continuar pagando apenas o mínimo, o valor vai aumentando cada vez mais.

O grande desafio é que o juro rotativo é geralmente muito mais alto do que outras linhas de crédito.

Por isso, se essa prática se prolonga, é como se estivéssemos andando numa esteira, sem sair do lugar.

O montante cresce de forma acelerada e a parcela do pagamento que quita efetivamente o principal (aquilo que realmente reduz o valor inicial da dívida) fica cada vez menor em relação aos juros.

PARA ENTENDER MELHOR

Podemos falar de amortização.

No contexto de dívidas, amortização é o processo de pagar gradualmente o valor total devido ao longo do tempo.

Em financiamentos, como empréstimos pessoais ou imobiliários, costuma-se usar o sistema de amortização constante (SAC) ou o price (tabela price).

No caso do cartão de crédito, porém, quando entramos no rotativo, a lógica é mais cruel, pois a maior parte da prestação se destina ao pagamento de juros, deixando o principal quase intacto.

Por exemplo, se em um mês sua dívida chega a R$ 5.000,00 com juros de 13% ao mês (cifra plausível em alguns cartões), e você consegue pagar apenas R$ 500,00, no próximo mês, pela fórmula acima, você teria:

(5000 - 500)×(1+0,13) = 4500×1,13 = R$ 5085,00

Repare que, mesmo desembolsando R$ 500,00, a sua dívida foi para R$ 5.085,00.

Isso significa um aumento de R$ 85,00 em relação ao valor anterior, provocando a famosa “bola de neve”.

Mas qual a saída para quem se encontra nessa situação?

A primeira dica é evitar ao máximo pagar só o mínimo. Em vez disso, vale a pena pesquisar alternativas, como empréstimos com juros menores, refinanciamento ou até tentar uma negociação direta com o banco para parcelar a dívida em condições melhores.

Também é importante controlar de perto as despesas, planejando o orçamento mensal e evitando usar o cartão para gastos não essenciais até que a dívida fique sob controle.

Outra sugestão é procurar orientação financeira, que pode vir de profissionais ou de instituições sem fins lucrativos que auxiliam consumidores endividados.

Muitas vezes, uma simples reestruturação do orçamento, cortando pequenos gastos supérfluos, já faz diferença no fim do mês.

Quando a pessoa percebe onde está gastando mal, fica mais fácil juntar dinheiro para abater a dívida.

Por fim, lembre-se de que o conhecimento é o melhor aliado contra juros abusivos. Entender como as dívidas crescem e como cada pagamento afeta o saldo devedor ajuda a tomar decisões mais equilibradas.

Afinal, a matemática não mente: se o valor pago não superar os juros que se acumulam a cada mês, você dificilmente escapará desse ciclo vicioso.

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